Entidades ligadas ao agronegócio se rendem ao Twitter para estreitar a comunicação com seu público, mapear o mercado e mostrar transparência
Viviane Taguchi
Quando o novo presidente da União dos Produtores de Bioenergia, Udop, sentou-se à sua mesa, na sede do escritório em Araçatuba, no interior de São Paulo, sua primeira ação foi ligar o notebook para checar o Twitter. Antenado nas mais modernas das ferramentas de comunicação, trabalho e relacionamento, Celso Torquato Junqueira Franco faz questão de verificar diariamente os comentários deixados por internautas do mundo todo na rede de micro blog. A Udop sempre apostou na tecnologia e no poder de alcance da internet como uma poderosa ferramenta de trabalho para o agronegócio. Foi a empresa pioneira do setor sucroenergético a investir na área e hoje mantém uma equipe exclusiva para abastecer de informações o Twitter, o Facebook, o Orkut e o próprio site da entidade, que tem até uma webtv e estúdio com equipamentos de última geração. “O Twitter trouxe um poder de alcance muito eficiente para divulgarmos as ações do setor como um todo. Recebemos diariamente quase 10 mil acessos de mais de 100 países diferentes”, diz Junqueira, que também investiu na área de comunicação via sites de relacionamento em sua empresa, a usina Pioneiros Bioenergia, de Sud Mennucci (SP). “Encontramos no Twitter mais uma ferramenta de comunicação capaz de atingir nossos propósitos de divulgar ações sustentáveis e eventos realizados neste segmento”.
Na Confederação Nacional de Agricultura, CNA, o Twitter também é visto com bons olhos. Utilizado como ferramenta de trabalho desde 2009, o micro blog serve como um meio de aproximação com o público técnico, que compreende o meio acadêmico, governos, empresas ligadas ao agronegócio, meio ambiente, e até os ferrenhos críticos do setor. “É mais uma ferramenta para que a entidade possa mostrar suas ações com transparência, apresentar os projetos e interagir mais fortemente com o público”, explica Moisés Gomes, superintendente geral da entidade. “O Twitter também nos proporcionou dar continuidade às discussões iniciadas em eventos e debates. Através dele, não deixamos alguns temas morrerem na praia”.
O Twitter da CNA é atualizado várias vezes ao dia, mas segundo Gomes, quem mais ‘pega no pé’ ali é a própria senadora Kátia Abreu, presidente da entidade. “Ela é super atualizada com os temas ligados à eficiência na comunicação. Faz questão de reservar alguns minutos do seu dia para informar-se, trocar mensagens e prestar esclarecimentos ao público via Twitter”, diz ele. “Para a entidade, estas ferramentas de trabalho são essenciais e indispensáveis em um mundo tão moderno. É uma avalanche de informações, em tempo real. Não tem como ficar fora”.
Dinheiro Rural - Setembro de 2010
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Tem opinião? Então, comente isto!