segunda-feira, 4 de abril de 2011

Gente bacana

Em setembro de 2010, fomos lá mais uma vez pra Bahia a convite da Abac, para um congresso. Quase morri de comer acarajé, ô delícia. Mas os dia que se seguiram foram de muita estrada, carona e situações... A Michelle é uma menina muito legal, bonita, rica e inteligente. Mas ela é, principalmente, muito simples e humilde, como os que são realmente bons e bem educados são. Na fazenda do avô dela, o Elsimar Coutinho, comemos a melhor comida do mundo, da Maria. Arroz, feijão, bife e ovo frito. Depois, junto com ela, ficamos perdidos nas rodovias da Bahia e pegamos outra carona no meio da estrada, para um vilarejo chamado Bravo (Terra de cabra Macho). Chegamos à noite no semi-árido, na fazenda do Ricardo Falcão. Ele me hospedou no quarto da mãe dele. Tinha um penico de porcelana e uma banheira de 1808, acho que a vó dele tomou banho nela quando nasceu. Fiquei tirando fotos do celular dos detalhes do quarto da mulher, que falta de educação, mas foi bem legal. Só antes de eu ir dormir que ele me contou que as cinzas do pai dele tinham sido jogadas no jardim de inverno ao lado do quarto. E tinha uma foto,daquelas pintadas à mão, do homem, pendurada na parede. Eu não dormi naquele dia.
Na outra noite, eu dormi de cansaço, no mesmo quarto. De manha, voltamos pra civilização, mas antes o Falcão resolveu nos mostrar as cidadezinhas da redondeza. Fui em um antigo quilombo, que hoje é uma cidade, mas me olharam muito feio por lá, só porque eu sou branca (ou amarela). Realmente, sentir o preconceito dói!

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