Sai Kroetz e entra Jardim. Sem comunicado prévio, demissão de Secretário de Defesa Sanitária provoca onda de interrogações no Ministério da Agricultura
Viviane Taguchi
No último dia 21 de maio, o então Secretário de Defesa Agropecuária chegou bem cedo ao seu gabinete, no Ministério da Agricultura e, ao bater os olhos no Diário Oficial da União, soube que seu tempo no governo chegara ao fim. Simples assim: sem aviso, telefonema, ou um comunicado formal da parte do novo Ministro da Agricultura, Wagner Rossi que exonerou um dos homens de confiança de seu antecessor Reinhold Stephanes.
Sem fazer mais perguntas, Kroetz que até então era tido como um dos mais competentes técnicos da pasta, esvaziou as gavetas e foi embora. Do carro, ligou para Stephanes, que ficou igualmente perplexo com a notícia. “Atitude deselegante e antiética”, considerou o ex-ministro em conversa reservada, segundo apurou DINHEIRO RURAL.
Para a mudança, poucos argumentos justificaram a substituição. O novo responsável pela Secretaria de Defesa Sanitária será o médico veterinário Francisco Jardim um funcionário de carreira com 38 anos de casa. No Ministério, ninguém fala de forma aberta, mas de acordo com o que apurou nossa reportagem, Jardim é amigo de Rossi e uma indicação política de Michel Temer, presidente do PMDB.
Nem Kroetz nem Jardim quiseram comentar o fato. O Ministério da Agricultura atribuiu a troca à necessidade de reforço nas áreas de informática e na avaliação desempenho da secretaria, áreas que não constam no currículo do novo Secretário. Além da troca de computadores e de relatórios para melhor avaliar seus comandados, Jardim terá algumas missões pela frente. Há em curso uma série de negociações para que a carne in natura brasileira seja aceita em mercados como Estados Unidos e Japão, tratativas que estavam sob a batuta pessoal de Kroetz.
Dinheiro Rural Maio 2010
segunda-feira, 4 de abril de 2011
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