Grendene e Barcelos vão instalar unidade industrial com capacidade para 3 milhões de toneladas de cana
por Viviane Taguchi com informações da Udop
Os empresários e pecuaristas Alexandre Grendene e Jonas Barcelos, sócios da Usina da Mata, unidade processadora de cana-de-açúcar instalada em Valparaíso (SP), na região noroeste do estado, vão continuar investindo no setor sucroenergético na região. Nesta sexta-feira (13/5), diretores da usina anunciaram a instalação de uma nova unidade industrial em Santo Antônio do Aracanguá, cidade distante cerca de 80 quilômetros de Valparaíso. Tanto Grendene quanto Barcelos possuem fazendas de gado na região e, em 2008, passaram a investir na produção de etanol e bioeletricidade.
A nova fábrica ainda não tem data prevista para entrar em atividade, mas de acordo com Luiz Carlos dos Reis Nonato, prefeito de Aracanguá, as negociações para a instalação do parque agroindustrial estão avançando rápido. Nesta semana, a empresa apresentou o Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto Ambiental a prefeitura.
O prefeito de Santo Antônio do Aracanguá afirmou que, assim como ocorreu em Valparaíso, os empresários se comprometeram a financiar a manutenção das estradas da região quando as primeiras toneladas de cana começarem a ser colhidas e também, a desenvolver projetos de preservação da fauna e flora com monitoramento por câmeras noturnas, e controle de qualidade dos rios e lençóis freáticos da região.
Jorge Hatem, diretor superintendente da Usina da Mata, afirmou que a unidade - que receberá o nome de Usina Santa Marina - terá capacidade inicial para processar 1,2 milhão de tonelada de cana (capacidade atual da usina de Valparaíso) e sua capacidade máxima será de 3 milhões de toneladas. Segundo ele,a usina Santa Marina já iniciará as atividade produzindo açúcar e etanol e, posteriormente, energia elétrica a partir do bagaço da cana.
De acordo com Hatem, os investimentos do grupo também serão direcionados à matriz. Ainda nesta safra, a capacidade será ampliada para 4 milhões de toneladas e a unidade deverá receber uma fábrica de açúcar anexa à destilaria, mas não revelou números de investimentos. Atualmente a unidade produz apenas etanol.
Cobiça
Em dezembro do ano passado, a Usina da Mata foi o objeto de cobiça de grandes grupos. O Shree Renuka, grupo indiano que atua fortemente no setor na Índia, chegou a anunciar a compra da unidade, mas o negócio não foi fechado. Os indianos compraram 51,3% do Grupo Equipav (as usinas Equipav de Promissão e Biopav, em Brejo Alegre, ambas na região noroeste do estado de São Paulo) e a Vale do Ivaí Açúcar e Álcool, no norte do Paraná. Antes disso, a multinacional americana ADM já havia sondado Grendene e Barcelos.
Nas duas ocasiões, Grendene confirmou as sondagens e reforçou que não tinha interesse de vender a usina.
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sábado, 14 de maio de 2011
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